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19 de setembro de 2014

Sobre ISHVARA PRANIDHANA

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Ishvara Pranidhana é entendido como à entrega à Ishvara (ao Divino/princípio superior). Nidhana significa depositar, e pra quer dizer diante e Ishvara é o Senhor, ou seja, “depositar diante do Senhor” todas as ações e assim alcançar o samadhi. Em outras palavras, significa fazer o que precisa ser feito e renunciar os frutos da ação, agir sem egoísmo, sem expectativas, sem se apegar ao resultado da ação. Refere-se a prática da auto-entrega do homem a sua essência/self/si mesmo, mas pode referir-se ainda á autoentrega ao guru, à orientação de um ser autorealizado, que já atingiu samadhi.

No Yoga Sutra II-45 de Pantajali (HENRIQUES, 1984, p. 184) está escrito:

“SAMADHI-SIDDHIR ISHVARA-PRANIDHANAT”

“Pela entrega a Deus surge o samadhi”.

Recordando o que foi dito durante nossas aulas, os Yamas e Nyamas representam os dois primeiros passos do Ashtanga Yoga de Patanjali e compõem a base ética do yoga. São princípios que buscam tornar-se um alicerce na vida do yogi, uma base para a aquisição de um estado mental superior. Buscam ajuda-lo a atingir uma consciência ampliada que o leve para além da simples identificação com o corpo.

Namaste!

Thais

18 de setembro de 2014

Sobre SVADHYAYA

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Svadhyaya tem duplo sentido, significa tanto o autoestudo, como o estudo dos textos sagrados. Sendo assim, no caminho do yoga, Svadhyaya representa por um lado o estudo dos Vedas, Upanishads e outras escrituras clássicas, como também uma busca intelectual pelo verdadeiro eu. Refere-se assim a combinação de meditar nos ensinamentos dos mestres e textos sagrados, juntamente com a auto-observação, porque o que se busca não é apenas o conhecimento, mas o autoconhecimento. Svadhyaya ressalta a importância da intelectualidade, e do estudo no caminho do autoconhecimento e aponta para a combinação de conhecimento, reflexão e meditação.

No Yoga Sutra II-44 de Pantajali (HENRIQUES, 1984, p. 183) está escrito:

“SVADHYAYAD ISHTA-DEVATA-SAMPARAYOGAH”

“Do auto-estudo provém a união com a divindade desejada”.

Namaste!

Thais

17 de setembro de 2014

TAPAS

 

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Tapas significa autoesforço, austeridade, disciplina, perseverança. A palavra origina-se de tap que significa “aquecer-se”, arder, esforçar-se. Diz-se que Tapas vem da vontade de superar limitações físicas, emocionais ou mentais, através de esforços como jejuar, meditar ou guardar silêncio por longos períodos, por exemplo. É um esforço sobre si mesmo, purificando e fortalecendo o ser, aguçando os sentidos, e conduzindo ao encontro com o ser. Representa o esforço com uma meta clara, superando os obstáculos que se apresentam no caminho. Pode ser compreendido, também, como dedicação, determinação e sacrifício positivo que todo sério praticante de yoga deve desenvolver. No Yoga Sutra II-43 de Pantajali  (Henriques, 1984, p. 182) está escrito:

“KÁYENDRIYA-SIDDHIR ASHUDDHI-KSHAYÁT TAPASAH”

O autoesforço (austeridade) produz a destruição das impurezas e a consequente perfeição do corpo e dos sentidos”.

Namaste!

Thais

16 de setembro de 2014

SAMTOSHA

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Samtosha: significa contentamento; Segundo Yogananda, todo homem tem em si a alegria. Samtosha surge como algo espontâneo, como conseqüência do progresso no Yoga. Não é a alegria proveniente dos desejos satisfeitos, é um deleite do ser consigo mesmo, que surge a partir do desapego dos frutos da ação e de uma indiferença, em relação às circunstâncias. De acordo com Henriques (1984, p.181), “Possui samtosha aquele que mantém seu ritmo e alegria interior num ambiente de guerra ou de paz, num clima de chuva ou sol”. É uma alegria que não se desfaz em função das circunstâncias. Viver Samtosha é dar valor ao que temos e não focar naquilo que falta, possibilita perceber as coisas como elas realmente são, desenvolvendo assim a autoconsciência, a alegria e a gratidão.

No Yoga Sutra II-42 de Pantajali está escrito:

“SAMTOSHAD ANUTTAMAH SUKHA-LABHAH”

“Do contentamento surge a superlativa felicidade”.

Namaste!

Thais

15 de setembro de 2014

Sobre Saucha…

É o primeiro dos Nyamas (DEVERES/OBRIGAÇÕES).

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SAUCHA refere-se a pureza, limpeza, purificação. Refere-se tanto a limpeza interior quanto exterior, pureza no coração, na mente e no corpo, pureza em pensamento, palavra e ação.

A purificação do yogi inclui:

  • alimentação saudável através do controle dos sentidos (alimentar-se com sabedoria e com alimentos ricos em prana);
  • Kryas ou exercícios de purificação (como a lavagem dos olhos, da língua, das vias respiratórias, do aparelho digestivo, excretor, etc.);
  • asanas, bandhas, mudras e pranayamas (que ajudam a eliminar as toxinas do corpo);
  • higiene pessoal (banho, escovar os dentes, etc.);
  • limpeza do ambiente em que se vive, etc.

Acredita-se que um organismo poluído por hábitos impróprios, gera comportamentos e pensamentos que dificultam a prática da meditação. Por exemplo, podemos intoxicar o corpo através daquilo que ingerimos e a mente através daquilo que lemos, vemos e ouvimos.

Com o que você tem alimentado?

Praticar saucha é então buscar atingir um estado de pureza, porque as impurezas atuam como um obstáculo à meditação. De acordo com as Upanishads, aquele cuja mente se torna pura, entra em contato consigo mesmo e é capaz de sentir uma alegria que não podemos descrever com palavras.

Ainda, em relação à prática de yoga, os mantras representam os exercícios de purificação das palavras e pensamentos. Praticar saucha significa buscar uma mente calma e limpa, tentando amenizar a ação de fatores externos e internos que nos intoxicam.

No Yoga Sutra II-41 de Patanjali está escrito:

“SATTVASHUDDHI- SAUMANASYAIKAGRYENDRIYA– JAYATMA-DARSHANA-YOGYATVANI CHA”

“Da pureza mental (surge) pureza de sattva, disposição ao contentamento, unidirecionalidade, controle dos sentidos e aptidão para a visão do eu”.

Namaste!

Thais

14 de setembro de 2014

Sobre Aparigraha…

Aparigraha significa não-cobiçar, não-possessividade, não-apego, e pode ser entendido como o abandono do sentimento de posse e da ansiedade envolvida na conquista e preservação dos bens materiais. É a busca por uma vida de simplicidade, o que não significa que seja contra posses, e sim contra o sentimento de posse e a escravidão aos bens materiais. A idéia é não desperdiçar o tempo buscando coisas supérfluas e viver com um consumo mínimo, porque administrar muitas posses cria vínculos que nos atam mental e materialmente, deixando-nos escravo dos objetos e compromissos. Nos dias de hoje, aparigraha pode ser compreendido como um estilo de vida que apoiado na sustentabilidade ambiental e no uso consciente do dinheiro, discernindo entre o desejo de consumo e a real necessidade. Além disso, praticar aparigraha é buscar a libertação também do sentimento de posse em relação a pessoas! Praticar o desapego!

Existe uma história que fala de um rei que vivia muito angustiado e descobriu que esta sensação vinha da sua forte ligação com os bens materiais, do medo de perdê-los. O rei livrou-se então dos bens, e saiu errante pelo mundo, feliz, apenas com a roupa do corpo. Certo dia, chegou perto de um lago, viu uma árvore caída e resolveu que iria ficar por ali. Passados alguns dias estava muito feliz com aquele local e entrou para nadar no lago. De repente, viu um viajante sentar-se sobre o tronco da árvore. Saiu da água correndo, e furioso disse: “este tronco é meu, saia já daí!”

abraço

Nem sempre o caminho para uma vida de simplicidade nos conduz ao desapego, e sim o entendimento que podemos usufruir de tudo, sem nos apegar a nada!

No Yoga Sutra II-39 de Pantajali está escrito “APARIGRAHA- STHAIRYE JANMA – KATHAMTA-SAMBODHAH”:

 “Quando ele (o yogi) se estabelece na não possessividade, adquire o conhecimento do porquê do nascimento”.

Namaste!

Thais

13 de setembro de 2014

Sobre Brahmacharya e etc…

Bom dia queridos alunos!!!

Estou devendo vários textos pra vocês, me perdoem?!

A partir de hoje vou tentar publicar um texto por dia sobre os yamas e nyamas! Alguns deles, já conversamos em sala, outros ainda não, mas será uma forma de estar perto de vocês, mesmo distante fisicamente!

Lembrem-se que meus textos tem a ver com meus estudos, e minhas experiências e é possível que vocês encontrem informações divergentes por ai, ok?

Não quero estar certa, mas apenas compartilhar com vocês aquilo que aprendi e que fez sentido para mim! Se quiserem me escrevam!

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Sobre Brahmacharya:

Esta palavra é composta da raiz "char", que significa mover-se, e a palavra Brahma que significa verdade essencial, e corresponde ao aspecto da trindade hindu responsável pela criação. Podemos entender brahmacharya como um movimento em direção ao essencial, “viver no caminho de Brahma”, com o reconhecimento de que nossa energia de vida é preciosa, e que devemos conservá-la e canalizá-la para nossa jornada de autoconhecimento. É também usado em termos de abstinência sexual (voto de castidade), e nos tempos mais atuais entendemos como o não desvirtuamento da sexualidade, ou seja, o controle da sexualidade desenfreada. Em ambos os casos pretende-se controlar os desejos e não ser controlado por estes, pelos prazeres sensoriais. Busca-se a conservação da energia, para aumentar o potencial energético do yogui, sua vitalidade e sua capacidade de concentração mental. Mais do que a suspensão do sexo, sugere o controle sexual: o domínio deste sentido, e o controle de todos os sentidos. Isso torna o praticante vitalizado, forte e saudável.

Praticar Brahmacharya numa aula de Yoga poderia significar aprender gerar mais energia do que gastar, aprendendo a relaxar os músculos que não são necessários para manter as posturas, utilizando somente aqueles que sustentam os alinhamentos corporais adequados para que a energia vital possa se expandir.

No Yoga Sutra II-38 de Pantajali está escrito:

BRAHMACHARYA- PRATISHTHAYAM VIRYA-LABHAH

“Estando (o yogui) firmemente estabelecido na continência sexual, o vigor é adquirido”.

Namaste

Thais

3 de julho de 2014

Sobre Asteya (não roubar)

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Steya significa roubar, asteya é o oposto, ou seja, não roubar, ou ainda, não cobiçar ou invejar bens ou conquistas do outro. Significa que não devemos pegar nada que não nos pertence, ou tirar vantagem de quem nos confia algo. Diz a filosofia que observar asteya faz com que obtenhamos sem esforço, tesouros de todo tipo.

Mas não é apenas isso! Pretende eliminar totalmente o impulso de roubar ou apoderar-se não só de objetos, como também de ideias, de pessoas, do tempo das pessoas, não invadindo o espaço do outro. Além disso, deve-se obter e usar somente o necessário, evitando o supérfluo, porque qualquer tipo de acúmulo é considerado roubo. Gandhi dizia que “Todo aquele que possui coisas que não precisa é um ladrão”. Daí a sugestão do yoga de se viver de acordo com uma ética de simplicidade (com apenas o necessário). Na prática de asanas significa não economizar na realização das posturas, com medo, por exemplo, de que não haja energia suficiente para executá-la, porque cada postura fornece a energia necessária para si mesma, e nós, apenas precisamos nos entregar para a prática.

Devemos estar atentos a asteya para nos libertar da “crise da escassez” (eu não tenho, eu não consigo, etc...), o que acaba por gerar um sentimento de falta de abundância. De acordo com yoga, devemos acreditar na abundância, na plenitude e assim criá-las na nossa vida! No Yoga Sutra II-37 de Pantajali (Henriques, 1990)  está escrito:

“Estando (o yogui) firmemente estabelecido na honestidade, todas as espécies de gemas (tesouros) apresentam-se”.

Namaste!

Thais

29 de maio de 2014

Sobre Satya (não-mentir)…

Para complementar nossas aulas, segue um pequeno texto sobre Satya:

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Satya é um dos Yamas (abstenções) e significa falar a verdade, e não se resume unicamente em não mentir, mas sim em não falsear ou corromper as palavras. Implica a busca da coerência entre pensamentos, palavras e atos, o que deve entender-se como evitar a falsidade em todas suas formas, tanto nas relações do yogin com as pessoas quanto dele consigo mesmo.

A prática de satya se reflete na transparência das relações humanas, permitindo uma maior integridade entre todos. Satya é procurar sempre a verdade, independentemente de onde essa busca possa nos levar, sendo necessário, porém, considerar o que falamos, a forma como falamos, e como isso afeta os outros, pois Satya não deve entrar em conflito com ahimsa. A palavra pronunciada não deve ter a intenção de ferir, porque se ferir, não produzirá harmonia, apenas sofrimento. Devemos lembrar assim que a verdade se identifica com o bem, e toda verdade que, quando dita, se transforma em mal deve ser silenciada, mas jamais falseada: o silêncio predomina entre as palavras!

O Professor Hermógenes nos conta uma história para ilustrar a importância de Satya:

A história do ladrão e o rei

Uma vez, um ladrão quis aprender Yoga. Foi visitar um mestre e disse-lhe que queria praticar, mas que era ladrão, bêbado e mentiroso. O mestre falou dos yamas e niyamas, e disse que, para começar, deveria escolher um yama ou um niyama e ater-se a ele. O ladrão pensou: "minha profissão é roubar. É o que sustenta a minha família, portanto, fora de questão seguir asteya. A bebida é a minha única fonte de prazer, e tampouco vou largá-la. Ou seja, que nem shauchan nem tapas. Mas, deixar de mentir não vai me custar tanto. Vou seguir satya." E assim foi que ele decidiu falar somente a verdade.

Uma noite, o nosso ladrão foi roubar o palácio real. Eis que o rei estava passeando pelo jardim após um dia entediante, buscando algo que lhe tirasse o vazio existencial. Os dois se encontraram e o rei pergunta: "quem é você?". O ladrão disse a verdade: "sou um ladrão e vim roubar o tesouro real." O rei viu ali a possibilidade de viver a emoção e a aventura que estava procurando desde cedo, e então falou: "eu também sou um ladrão. E sei onde se guarda a chave da sala do tesouro. Façamos juntos o trabalho e dividamos o lucro". O ladrão concordou.

Os dois aventureiros entram no palácio, chegam na sala e dividem o tesouro. Porém, acham três enormes diamantes, que não podem ser divididos sem beneficiar um deles mais do que o outro. O ladrão, apelando para aquela generosidade que ocasionalmente conseguem ter os da sua profissão, diz: "fiquemos com um diamante cada, e deixemos o terceiro para o rei. Afinal, coitado, ele acabou de perder tudo." Ao separar-se no jardim, o rei pergunta ao ladrão onde ele mora, e fala da possibilidade de contatá-lo novamente para futuros "trabalhos". O ladrão fala a verdade.

No dia seguinte, o rei vislumbra a possibilidade de testar seu primeiro ministro. Chama-o e diz: "ontem à noite tive um sonho estranho. Sonhei que o tesouro fora roubado. Vá à sala conferir, pois um pressentimento está oprimindo meu coração."

O ministro entra na sala, vê o diamante que sobrou e pensa: "o nosso rei perdeu absolutamente tudo. Este único diamante não fará nenhuma diferença". Esconde a pedra preciosa sob a túnica e volta à sala do trono, dizendo que, efetivamente, o tesouro inteiro foi roubado. O rei manda prender o ladrão. Ao ser interrogado na frente do ministro, conta o acontecido: desde o encontro com o "colega" de profissão até o detalhe do diamante que eles deixaram na sala.

Desta forma, o rei descobre que o seu ministro não é de confiança, pois mente e rouba. Manda prendê-lo imediatamente. E, em seu lugar, nomeia primeiro ministro seu novo amigo, o ladrão. Este, dada a sua nova ocupação, deixou de roubar. E, como passou a ter outros prazeres, deixou igualmente de beber.

Assim, de acordo com o professor Hermógenes, se escolhermos e seguirmos apenas um dos yamas ou niyamas, os outros acontecerão sozinhos, e sugere que tomemos essa escolha como um exercício temporário, digamos durante algumas horas, dias ou semanas, para observar as nossas próprias reações. Se, por exemplo, escolhemos seguir a não-violência e sentimos dificuldades, afirma que há ainda as outras possibilidades. No Yoga Sutra II-36 de Pantajali está escrito que “Quando ele (o yogui) se estabelece na veracidade (satya), o fruto resulta imediato a ação”.

Namaste!

Profa. Thais

27 de maio de 2014

Pra refletir:

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Durante a execução de um asana, a ideia não é fazer o máximo possível, e sim o máximo possível com conforto. Estabilidade e conforto, lembram-se?!

Ao praticar um asana, pense no conforto da postura como se fosse permanecer nela por muito tempo. E tão importante quanto a postura, é a maneira de montá-la e desmonta-la.

Estabilidade e Conforto!!! E Consciência!!!

Lembre-se: a  mente precisa acompanhar o corpo, acompanhar a prática das posturas! Isso é asana!!! Observe as oscilações do corpo, da mente e da respiração durante cada postura! Observe os efeitos da postura a cada nova execução!

Quem é esse que observa???

Boa prática!!!

Namaste

Thais

20 de maio de 2014

Sobre Ahimsa (não-violência)

Bom dia!!!

Para complementar a aula sobre Ahimsa escrevi um pequeno texto. Espero que ajude!

Ahimsa é um dos Yamas do Ashtanga Yoga (Oito Passos) proposto no Yoga Sutra de Patanjali. Yama significa morte literal, refreamento ou destruição das barreiras que dificultam a consciência yogi. Referem-se às abstenções ou restrições à que o aluno deve se propor para evoluir no caminho do yoga.

Existem cinco Yamas e o primeiro deles é Ahimsa, que se refere à atitude da não violência, isto é, evitar qualquer ação que cause danos e praticar respeito incondicional a todos os seres vivos (homens, animais, plantas). Tal atitude, implica uma postura de não-violência em pensamento, palavra e ação, porque a violência não é só física, mas também mental, emocional, moral, etc.

Vale alertar ainda que violência física, não refere-se apenas a atos de agressão como bater por exemplo, mas também se considera violência física com o próprio corpo: ter hábitos alimentares que causam prejuízos à sua saúde, não proporcionar o tempo adequado de descanso e sono necessário, etc.

É pelo voto de ahimsa, que muitos yogis se tornam vegetarianos.

No Yoga Sutra II-35 de Patanjali (HENRIQUES, 1984, p. 170) está escrito “Ahimsa – pratishthayam tat – samnidhau vairatyagah”: estando (o yogi) firmemente estabelecido na não violência, a hostilidade em (sua) presença deixa de existir.

Sugestão de filme: Ghandi (1982; Direção de Richard Attenborough)

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Namaste!

Thais

4 de novembro de 2013

Reflexão da semana para aula de yoga

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Percepção

“Não há para onde irmos, precisamos apenas perceber onde estamos. Se você ficar consciente, repentinamente reconhecerá que você já está lá, exatamente onde estava tentando chegar.

Você nasce como deveria ser – nada precisa ser acrescentado, nada precisa ser aperfeiçoado e nada pode ser aperfeiçoado. Todos os esforços para aperfeiçoar criam mais confusão e nada mais. Quanto mais você tentar se aperfeiçoar, mas estará em dificuldades, porque o próprio esforço vai contra sua realidade. Sua realidade é como deveria ser, não há necessidade de aperfeiçoa-lo. Você simplesmente cresce em percepção, e não existencialmente.

É como se, não tendo verificado o seu bolso, você achasse que é um mendigo: fica, então, a mendigar… e em seu bolso você está carregando um valioso diamante que lhe poderia dar tesouros suficientes para toda sua vida. Então, um dia você coloca a mão no bolso e, subitamente, é um imperador. Existencialmente nada mudou, a situação é a mesma: o diamante estava ali antes, o diamante está aqui agora. A única coisa que mudou é que agora você ficou consciente de que o possui.

Assim, todo crescimento é crescimento em percepção, e então em ser. O ser permanece exatamente como ele é. Um Buda ou um Cristo, você ou qualquer um, tem exatamente  o mesmo estado, o mesmo espaço – mas um fica consciente e se torna um Buda, e o outro permanece inconsciente e se torna um mendigo.”

(Osho, do livro: 365 Meditações Diárias)

15 de outubro de 2013

Gratidão aos meus alunos

Hoje foi um dia muito especial!

É muito bom receber o carinho dos alunos seja em forma de presentes, bombons, cartões ou palavras!

Adorei tudo que ganhei hoje, em especial o reconhecimento pelo trabalho que eu faço da melhor maneira que posso e pelo qual eu tenho um amor profundo! Amo muuuuito dar aula e agradeço esta oportunidade todos os dias!

Poder ensinar e compartilhar aquilo que eu acredito é um privilégio! Ter vocês como alunos é um privilégio maior ainda!!!

Gratidão pelo carinho de vocês! Fiquei muito emocionada com todos os cartões!

Fizeram meu dia muito feliz!!!

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Namaste,

Thais

29 de agosto de 2013

Reflexão da aula de RP

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:
Vovô corre aqui! Me explica como essa figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para balançar seu tronco se quebrou, caiu com o vento e com a chuva... este bambu é tão fraco e continua de pé?

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Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante do princípio da paz...
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você também precisa aprofundar a cada dia suas raízes…

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado. Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita,  o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é oco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é oco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser oco significa estar pronto para ser cheio.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

(Desconheço o autor)

8 de agosto de 2013

Recordação…

Queridos alunos do curso de RP de terça e quinta no SESC =)

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Foto tirada pelo Breno!!

Gratidão

3 de julho de 2013

Saudação ao sol…

Pra não esquecer a sequencia de posturas e praticar nas férias Smiley piscando

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E começou o Inverno…

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O inverno é uma estação de pausa nas atividades externas, época de recolhimento, de descanso, de acúmulo, preenchimento e conservação de energia, de nutrição enfim.  É uma estação lunar, Yin, época de olhar para dentro, de refletir, de mergulhar profundamente em si mesmo, de meditar!

O elemento que rege esta época do ano é a água. A agua representa a capacidade de adaptação, a maleabilidade, o dobrar sem quebrar, o ceder sem sucumbir, o ajustamento. A cor desta estação é o azul e os órgãos são os rins e a bexiga. A medicina tradicional chinesa sugere o aumento da ingestão de agua nesta época, devido a secura da estação e relaciona o elemento agua aos ossos:

“Agua alimenta e nutre os ossos, assegurando a flexibilidade e adaptabilidade do próprio esqueleto. Formando a fundação sobre a qual os órgão e os tecidos descansam…” (ELIAS; KETCHAM, 1995, p. 363)

De acordo com o Ayurveda, o inverno pode ser um estação tanto vata (fria e seca), quanto kapha (fria e úmida), dependendo da região que vivemos. Com vimos na postagem sobre o outono, vata é a combinação dos elementos ar (vayu) e éter (akasha), e kapha  é a combinação de terra e água. 

Assim, o ayurveda indica que durante o inverno devemos receber ou fazer automassagem com óleos, sair sempre agasalhados evitando a friagem, consumir alimentos cozidos, mornos ou quentes (como feijão, legumes cozidos, sopas, entre outros), evitar comidas cruas, frias ou muito salgadas e controlar a ingestão de doces. Sugere ainda a ingestão diária de agua morna com gotas de limão e chás como alecrim, manjericão, erva doce, canela e gengibre que esquentam o corpo e ativam o fogo digestivo.

Nesta época é interessante também a exposição diária (e moderada) ao sol,  a pratica diária de caminhada e meditação. Na prática do Hatha Yoga, lembre-se de se agasalhar durante o relaxamento. e como no outono faça posturas e exercícios respiratórios que ajudam no aquecimento do corpo.

Feliz Inverno!!!

Namaste

Thais

28 de março de 2013

Feliz Páscoa!!!

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O nome páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"). Aproveitemos este momento do ano para também fazer uma passagem, nos libertando do que não tem mais sentido e, assim, fazendo a passagem para uma vida melhor, transcendendo nossas atuais limitações e manifestando nossa natureza divina.

Desejo que nessa páscoa, cada um de nós possa realizar o próprio renascimento!

FELIZ PÁSCOA !!!

Namaste

Thais

21 de março de 2013

Surya Namaskar

Para nos ajudar a lembrar a sequencia de posturas da Saudação ao Sol que estamos praticando em aula:

 

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