7 de outubro de 2013

Pós-Caminho de Santiago (parte I)

Namaste amigos!!!

Depois de mais de 30 dias na Espanha, estou de volta ao Brasil. Não consegui escrever no blog durante a viagem como tinha planejado, mas agora que voltei gostaria de compartilhar um pouco do que foi essa experiência incrível com todos vocês. E foi MARAVILHOSA!

Vou levar alguns dias (ou meses rs) para escrever tudo que gostaria, então vou tentar descrever o que vivi em vários posts. Espero que gostem, pois vou começar bem do começo rs!

Para caminhar é necessário voar…

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Sim, voar! Voar com a imaginação, acreditar que sonhos se realizam e que o limite é apenas algo a ser ultrapassado.

O caminho começa com o sonho. O sonho de caminhar. E no sonho a gente não tem muito planejamento e nem muita noção da “realidade”, a gente só senti e acredita que é aquilo que nos fará feliz. E assim foi…

Sonhei com o Caminho.

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Sonhei que estava fazendo o Caminho de Santiago e acordei intrigada. Por que sonhei com isso????

Me lembrei que a primeira vez que ouvi falar do Caminho tinha sido através do livro do Paulo Coelho (O Diário de um mago) que eu li quando tinha uns 15 anos, eu acho. Depois disso, ouvi falar do caminho por volta de 2003, quando uma aluna minha, a Teresa ( da Atlex) estava se preparando pra fazer o Caminho de bicicleta.

E  agora, eu  tinha sonhado com o caminho, por que?

Na mesma semana do sonho, uma aluna minha do SESC, a Helena, veio me contar que pretendia fazer o Caminho de Santiago. Coincidência??!!!

Bom, a ideia começou a crescer no meu coração, embora a realidade fosse muito diferente. Na época, eu estava com uma tendinite horrorosa no quadril que mal me permitia andar 20 minutos até o trabalho sem sentir muita dor, …, como poderia sonhar em caminhar 819km???

Deixei esta semente adormecida no coração e fui cuidar da realidade: tratar de encontrar a cura pro meu quadril. Foram mais de 100 sessões de fisioterapia acompanhadas de acupuntura, medicação diversa, RPG, psicoterapia, aulas de conscientização corporal, palmilhas especiais, etc… A soma de tudo isso foi melhorando o quadro ´de tendinite, a dor diminuiu, mas ainda persistia uma dor residual.

Mesmo com a dor, a semente adormecida foi brotando, irrigada pela querida Helena que me emprestou o filme The Way, e alguns livros sobre o Caminho. Conversamos algumas vezes sobre o Caminho e meu coração já sabia onde queria estar!

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Em algum momento de junho a dor desapareceu. Eu continuava fazendo várias terapias e meu médico não tinha me liberado para caminhar ainda, mas sem dor, o sonho começou a falar mais alto… a gritar dentro de mim.

E foi assim que voei. Apesar da realidade, dos obstáculos, das dificuldades, dos medos… voei para caminhar,…, acreditando que as vezes a gente precisa caminhar muito para encontrar o que procura… e vale a pena!

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E se hoje eu tivesse direito a escrever apenas a uma frase, eu escreveria: Tudo é possível para quem acredita!

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Continua…

Namaste

Thais

2 comentários:

Flanador disse...

Thais,

Como um dos seus companheiros de caminho fico muito feliz em ver sua experiência comentada aqui nesta blog. Sua sensibilidade faz seu caminho ainda mais interessante para os que lêem. Continue a escrever para nos presentear!

Parabéns por cumprir todo o caminho e chegar a Santiago renovada e cheia de amigos que estarão com a seta no coração assim como você.

Beijão,

Gustavo

Thais Yoga disse...

É muito bom poder compartilhar minha experiência e minha vivência do Caminho com todos. E com certeza, o Caminho não seria o mesmo sem a presença de vocês!
Gratidão por tudo,
Namaste!