29 de outubro de 2013

Caminho (parte XIX): seguir ou ficar?

Bom dia!

Décimo dia  de caminhada começando! Alegre E será que eu aproveitei a oportunidade do novo dia para viver de forma diferente? Contarei isso ao longo da postagem. Agora é hora caminhar, pois será um outro dia longo: mais de 40 km de caminhada até Burgos!!!

E o dia amanheceu lindo e o início do caminho era de tirar o folego… as fotos falam por si…

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E atravessamos belas cidades…

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E voltamos a caminhar pelas trilhas…

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E atravessamos mais cidades…

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E mais trilhas…

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E seguimos os mais de 40km assim, num sol muito quente, caminhando algumas horas em trilhas fechadas, mas a maior parte do tempo na beira de estradas, no sol, cruzando várias cidades e parando em algumas delas para descansar e comer…

Foi nesse dia que cruzei a primeira vez com o Gustavo, de Recife, no caminho. Ele estava sentado em alguma destas cidades comendo ou descansando, não me lembro. Mas neste dia, mal nos falamos, e só voltei a encontra-lo muitos dias depois…

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Em determinada parte do Caminho, nos disseram que tinham duas opções para chegar a Burgos, continuar caminhando pela beira da estrada onde estávamos ou andar alguns quilômetros a mais e seguir pela beira de um rio.

Claro que decidimos seguir pelo rio,…, mas não havia nenhum rio no caminho Smiley triste, pelo contrário, a paisagem era de seca, árida, sem sombra e com muito sol. Caminhamos ao redor do aeroporto de Burgos, dando voltas e voltas… e parecia infinito, mas seguimos cantando musicas em português, inglês e em húngaro! Foi um dia bem divertido!

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Quando chegamos na beira da estrada novamente com placas que indicavam que estávamos em Burgos, ficamos animados, mas mal sabíamos que ainda iriamos andar pelo menos uns 7km dentro de Burgos até chegar no albergue…

Próximo a entrada da cidade conhecemos um espanhol que resolveu nos ajudar a achar o albergue. Ele me contou que o caminho indicado nas ruas dava volta por pontos turísticos da cidade e que iria pegar um “atalho” e nos levar ao nosso destino. Se foi atalho ou não, não sei, só sei que andamos muito tempo até chegar no albergue. Interessante contar que o tal espanhol, disse que estava nos ajudando porque naquele dia tinha discutido com a mãe e estava se sentindo culpado, e quando nos viu, achou que seria uma boa oportunidade de se redimir daquela ação injusta com ela. Coisas do caminho!

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Mas,  por causa do calor daquele dia que fez com que caminhássemos mais devagar e da distancia percorrida, chegamos (pra variar!) muito tarde em Burgos e todos albergues estavam lotados. Exaustos, saímos em busca de outras opções e acabamos ficando num hotel perto da catedral. Dividimos o quarto entre nós 3 e não ficou tão caro.

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Depois de um longo e maravilhoso banho de banheira Alegre, saímos pra conhecer a cidade e jantar… e a lua estava linda!

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Nesta noite, o Wagner me disse que ele e a Lívia tinham conversado de ficar mais um dia e uma noite em Burgos para conhecer melhor a cidade.  Não sei se ele sentiu que eu queria ficar só, ou se o destino quis me ajudar, mas foi a oportunidade que tive de seguir meu caminho sozinha, já que eu não tinha  a menor vontade de passar um dia em Burgos fazendo turismo. Eu estava, mesmo com dores e cansaço, no pique de seguir caminhando todo dia.

Disse a ele então que eu seguiria caminhando e que poderíamos marcar de nos encontrar dentro de alguns dias (olha o apego! rs), mas ele sugeriu que deixássemos por conta do acaso… se fosse para nos encontrarmos novamente, iria acontecer.

Embora finalmente eu fosse fazer aquilo que tinha vontade,  naquela noite não consegui dormir. Ansiedade, expectativa, ou mesmo medo de caminhar sozinha… eu não sei definir qual era a sensação daquela noite. E é estranho porque eu fui para a Espanha preparada para fazer o caminho sozinha, mas quando me deparei enfim com esta possiblidade, eu já estava acostumada a estar com amigos, estava segura com eles.

Naquela noite, pensei muito e já não sabia se era isso mesmo que eu queria fazer, ou se estava apegada a uma ideia fixa  que minha mente tinha inventado antes de chegar no Caminho, e, eu não tinha conseguido me livrar dela.  Se fosse isso existia a possibilidade de eu mudar de ideia e ficar com eles. Ou será que eu só estava com medo de andar sozinha? Ou será que tinha receio de não voltar a vê-los? Eram tantas perguntas sem repostas… E então, o que fazer?

Amanhã eu contarei o que eu decidi, ok?! Smiley piscando

Namaste

Thais

2 comentários:

Flanador disse...

Thais,

Seu blog me faz relembrar o caminho, e de vários detalhes como nesse dia ontem também fiz o mesmo trecho de vocês. 40km! Que loucura!!

A vontade é de pegar a mochila e caminhar pra lá agora mesmo!!

Obrigado por me relembrar.

Bjs,

Gustavo

Thais Yoga disse...

:) Que legal!!!
Doida essa vontade de estar lá, né!?

Obrigada pelo comentário e até breve!Nos veremos no Caminho! ;)

Namaste!