21 de setembro de 2010

Compartilhando... e poesia

Nunca tentei escrever uma poesia antes. Sou tímida demais pra me colocar, mesmo no papel, por isso falo pelas palavras dos poetas, dos escritores.
Quando escrevo, toco no intocável e dou dois passos para trás antes de concluir, e assim geralmente transito no espaço “seguro” de mim e do mundo.
Meu mergulho não passa de um salto raso.
Sempre tive medo do que eu veria se abrisse os olhos na madrugada escura.
A palestra do Roberto Gambini que assisti semana passada me inspirou,..., me inspirou a ir além do ego, alem do conhecido e seguro, além das formas que domino. Deu espaço ao que não conheço.
Vou começar a escrever minha tese e espero me lembrar desse momento durante a escrita e permitir que a dor vire arte, vire conhecimento...

A dor invade,
A dor presente
A dor envolve
E a gente sente.
A dor é coisa,
Que não se diz
Dor profunda que eu não elegi,
Não quis.
Se tento agora descrevê-la
É porque hoje a apreendo
Não como uma ameaça ou prejuízo
E muito menos como um simples sofrimento.
Hoje enfim a vejo
Como um caminho, um lampejo
A sua beleza só pode ser percebida se como arte, ela é vivida.
Transformo a dor em palavras
E as palavras em alento
E com isso a dor de outrora se esvazia
E fica apenas, essa pequena poesia.
Thais 

3 comentários:

Saulo disse...

Querida amiga-irmã, mergulhei em seus versos e pude sentir a dor dissecada, decifrada e querendo receber o bálsamo da compreensão. Solte-se no poema onde a melodia das sílabas e frases nos elevam a sentir tudo mais profundo e com mais sensibilidades. Parabéns! A-do-rei! Saulo

Saulo disse...

Ah, as forças da primavera agiram sobre você e nasceu esta flor de poesia! Cubro-a de pétalas de rosas!

Thais Yoga disse...

Namaste meu querido amigo irmão Saulo!!!
Estou escrevendo...muito... em breve publico aqui mais alguns dos meus ensaios de poesia...
Muuito obrigada, por tudo!
bjOM
Thata